Umberto Eco: "internet deu vez e voz aos imbecis"


O escritor autor de O Nome da Rosa morreu aos 84 anos, neste ano, na Itália. No entanto, sua obra, sua inteligência, e, principalmente, sua veia muitas vezes ácida no trato de questões mundiais, permanecem vivas, como quando comentou os abusos cometidos na internet, após entrevista coletiva.
As declarações a respeito do tratamento dado as opiniões nas redes sociais foram feitas no decorrer do evento no qual Umberto Eco recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura, na Universidade de Turim, no norte de Itália, em junho de 2015.
O escritor italiano de renome, também conhecido por criticar o papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, é da opinião que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que, antes destas plataformas, apenas falavam nos bares, depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a colectividade.
Pensador, filósofo, ensaísta e romancista, Umberto Eco era figura de renome no meio acadêmico e uma referência sem igual na literatura.

Umberto Eco (Alexandria5 de janeiro de 1932 — Milão19 de fevereiro de 2016)[ foi escritorfilósofosemiólogolinguista bibliófilo italiano de fama internacional. Foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas naUniversidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em HarvardCollège de France eUniversidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italianaL'Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas. 

Eco foi, ainda, notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault. Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou em 2010 "N’Espérez pas vous Débarrasser des Livres" (“Não Espere se Livrar dos Livros”, publicado em Portugal com o título "A Obsessão do Fogo" no Brasil como "Não contem com o fim do livro").

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